segunda-feira, 13 de junho de 2011

Notícia


Release - Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas investe R$ 400 milhões em ações de saúde, assistência e repressão ao tráfico (20/05/2010)

Em resposta aos desafios impostos a toda nação brasileira frente ao fenômeno do uso de crack, o governo federal lançou hoje o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas. Os investimentos previstos em ações de saúde, assistência e repressão ao tráfico são de R$ 400 milhões em 2010.
O decreto que institui o plano foi assinado pelo presidente Lula nesta quinta-feira (20/5), durante a 13ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, e tem por objetivo coordenar as ações federais de prevenção, tratamento, reinserção social do usuário do crack e outras drogas, bem como enfrentar o tráfico, em parceria com estados, municípios e sociedade civil.
O plano é composto de ações de aplicação imediata e ações estruturantes. Dentre as ações imediatas destacam-se aquelas voltadas para o enfrentamento ao trafico da droga em todo o território nacional, principalmente nos municípios localizados em região de fronteira e a realização de uma campanha permanente de mobilização nacional para engajamento ao plano.
As ações estruturantes organizam-se em torno de quatro eixos: integração de ações de prevenção, tratamento e reinserção social; diagnóstico da situação sobre o consumo do crack e suas consequências; campanha permanente de mobilização, informação e orientação; e formação de recursos humanos e desenvolvimento de metodologias.

AÇÕES IMEDIATAS

1. Enfrentamento ao Tráfico: ampliação de operações especiais voltadas ao desmantelamento da rede de narcotráfico com ênfase nas regiões de fronteiras pelas Polícias Federal e Rodoviária Federal, em articulação com as Polícias Estaduais e apoio das Forças Armadas.
2. Polícias Estaduais: Fortalecimento e articulação das Polícias Estaduais para o enfrentamento qualificado ao tráfico do crack em áreas de maior vulnerabilidade para o consumo.
3. Atendimento, tratamento e reinserção social de usuários de crack: abertura de edital para todos os municípios brasileiros, com objetivo de disponibilizar recursos para ampliação do número de leitos em serviços de urgência e emergência e hospitais gerais. O edital abrange ainda financiamento para ações de desenvolvimento e integração da rede assistencial, incluindo casas de passagem e comunidades terapêuticas. Todos os municípios e o Distrito Federal poderão participar com a apresentação de projetos de acordo com os critérios estabelecidos e com a Política Nacional Sobre Drogas (Pnad).
4. Campanha nacional de mobilização, informação e orientação: realização de campanha nacional e permanente com o objeto de mobilizar a sociedade para o enfrentamento do crack.
5. Projeto Rondon: ampliação das ações do Projeto para regiões de grande vulnerabilidade em relação à violência e ao consumo de crack e outras drogas.
6. Capacitação: voltada para profissionais da rede de saúde e rede de assistência social em tratamento e reinserção social, para educadores, comunidade escolar e a formação de multiplicadores em prevenção.
7. Juizados especiais criminais: capacitação continuada de juizes e equipes psicossociais com vistas a uniformizar e implantar práticas e políticas de reinserção social, conforme a Lei de Drogas.
8. Disseminação de informação: ampliação do portal interativo e específico sobre o crack, no Observatório Brasileiro de Políticas sobre Drogas, com o objetivo de disseminar informações e estudos bem como fomentar o debate em torno das questões que envolvem o crack.

INTEGRAÇÃO DE AÇÕES DE MOBILIZAÇÃO, PREVENÇÃO, TRATAMENTO E REINSERÇÃO SOCIAL

O plano desenvolverá ações de prevenção, capacitação, disseminação de boas práticas, tratamento e reinserção social para usuários e dependentes de crack e outras drogas, com o objetivo de fortalecer as redes locais de serviços socioassistenciais e de saúde.
Serão capacitados profissionais de diferentes áreas da rede de serviços, profissionais de saúde, educadores e comunidade escolar, conselheiros municipais, operadores de segurança pública, do direito, líderes religiosos e comunitários entre outros. O objetivo é fortalecer a rede local e garantir o acesso aos serviços disponíveis, tanto para os usuários quanto para seus familiares.
Cerca de 100 mil profissionais em 10 diferentes cursos serão capacitados na modalidade de educação à distância, em parcerias com universidades, com enfoque principalmente na prevenção do uso de crack. Haverá também capacitação presencial específica para profissionais de saúde e da assistência social.
O plano prevê ainda a disseminação de boas práticas de atendimento ao usuário de crack e outras drogas em situação de vulnerabilidade social, tendo como modelo as seguintes experiências bem sucedidas:
• Associação Lua Nova – acolhimento de jovens grávidas ou mães usuárias de drogas, que promove geração de renda.
• Consultório de rua - atendimento psicológico, médico e social nas ruas.
• Terapia comunitária – busca pela própria comunidade de solução para seus problemas, por meio da formação de uma rede solidária de acolhimento e encaminhamento.

DIAGNÓSTICO

Um amplo diagnóstico para o reconhecimento do consumo de crack no Brasil será realizado por meio de pesquisas de âmbito nacional, entre as quais:

• Perfil dos usuários de crack, suas condições de saúde e necessidades de atendimento nas redes de serviços de saúde e proteção social.
• Estudos clínicos inovadores para o desenvolvimento de novas modalidades terapêuticas e de estratégias mais eficazes para facilitar o ingresso na rede de atenção à saúde e aumentar os índices de adesão aos tratamentos pelos usuários de crack, incluindo gestantes e mães.
• Mapeamento dos serviços de saúde e proteção social que atendem usuários de crack e outras drogas, com avaliação de sua capacidade e da qualidade dos serviços prestados, levando em conta a opinião dos usuários, de seus familiares e da equipe profissional.
• Custos econômicos do uso de crack no Brasil e a instalação de um sistema de monitoramento precoce de uso e tráfico de drogas.

CAMPANHA PERMANENTE DE MOBILIZAÇÃO, INFORMAÇÃO E ORIENTAÇÃO

Realização de campanha permanente de mobilização social para o engajamento ao Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas junto aos meios de comunicação, setor empresarial e movimentos sociais.

FORMAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO DE METODOLOGIAS

De forma a garantir a sustentabilidade do plano, serão oferecidos, em cinco Universidades Federais, cursos de especialização e mestrado profissionalizante em gestão do tratamento de usuários de crack e outras drogas para profissionais que atuam na rede de atenção à saúde e proteção social. Estão previstos também outros cursos de pós-graduação, nas modalidades de residência multiprofissional, mestrado e doutorado.
Serão criados ainda seis centros colaboradores no âmbito dos Hospitais Universitários para a assistência a usuários de crack e outras drogas, com o objetivo de desenvolver pesquisas e metodologias de tratamento e reinserção social. Em sua estrutura, contarão com Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) e Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) para dependentes de crack, oferecendo vagas para tratamento em regime ambulatorial e de internação.

PARCERIAS

Sob a coordenação conjunta da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, e da Secretaria Executiva do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, as ações integradas para a prevenção, tratamento e reinserção social de usuários de crack e outras drogas constituem um grande plano que conta com a participação de vários ministérios, do Conselho Nacional de Justiça, dos estados e municípios brasileiros e de organizações da sociedade civil.
O plano conta com parcerias de órgãos do governo federal, do Poder Judiciário e da sociedade civil:

1. Senad / GSI
2. Pronasci / DPF / Senasp / MJ
3. Programa Saúde da Família e Coordenação de Saúde Mental / MS
4. Serviços de Proteção Social do SUAS / MDS
5. Secom / PR
6. Secretaria Especail de Política para Mulheres
7. Secretaria de Educação Básica e Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade / MEC
8. Conselho Nacional de Justiça
9. Conjuv / SNJ / SGPR
10. Central Única das Favelas (Cufa)
11. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / MCT
12. Ministério da Defesa

O QUE É O CRACK

O crack é uma substância derivada da cocaína, apresentada em forma de pedras, feita a partir da mistura da pasta base com diversos produtos químicos. É uma droga estimulante do Sistema Nervoso Central (SNC) que, quando fumada, atinge o cérebro em cinco a 10 segundos, provocando efeitos de intensa euforia, excitação, insônia, sensação de poder, além de causar desorientação, instabilidade emocional, mania de perseguição e fissura. Estes efeitos podem durar de 15 a 20 minutos.
No corpo, o crack causa o aumento repentino da pressão arterial e aceleração dos batimentos cardíacos. Seu uso frequente e prolongado pode ocasionar convulsões, coma, parada cardíaca e levar à morte pelo comprometimento dos centros cerebrais que controlam a respiração.
Como o crack tem um poder estimulante maior que a cocaína, tem a capacidade de causar a dependência de forma mais rápida. O usuário fica mais vulnerável a diversas situações de risco, como exposição a relações sexuais desprotegidas, envolvimento com atos infracionais e violência e comprometimento das relações familiares e sociais.
O crack, além de seu poder destrutivo, pode ser mortal.

Clique aqui e leia o decreto 7.179 de 20 de maio de 2010 que institui o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas

Mais informações
Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas
(61) 3411-3966




Autor:
Fonte: SECOM


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quarta-feira, 1 de junho de 2011

  • Ação escolar contra o tabagismo (28/05/2011)


  • Alunos do Colégio Adventista do Partenon, em Porto Alegre, estarão envolvidos, segunda-feira (30/5), na proposta pedagógica ´´Ação contra o tabagismo - Envie uma carta a quem você ama!´´. O projeto irá mobilizar educandos de 5 a 8 série e será realizado um dia antes do Dia de Combate ao Tabagismo, em 31/5. Os estudantes terão um momento cívico, pela manhã; atividades de reflexão sobre o tema; e, depois, escreverão cartas para que sejam entregues, ainda na segunda-feira, com pedidos aos destinatários, familiares ou conhecidos, para que deixem de fumar.
    O diretor do Colégio Adventista do Partenon, Joel Santos, explica que o projeto foi impulsionado a partir de conversa com alunos da 5 série, que manifestaram a vontade de ver familiares e conhecidos pararem de fumar.
    Cada estudante irá receber um envelope da escola, e os trabalhos escolares serão feitos nos primeiros períodos de segunda-feira, em diversas turmas. Já na terça-feira (31/5), haverá relatos sobre a entrega das cartas.
    Dados do Ministério da Saúde indicam que, só no Brasil, a cada ano, 200 mil pessoas morrem por doenças relacionadas ao tabagismo. No mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 8 mil pessoas morrem diariamente, devido ao hábito de fumar. E cerca de 94% das mortes por câncer de pulmão em adultos estão relacionadas ao cigarro.



  • Autor: FRANCISCO BOSCO / CP MEMÓRIA

  • Fonte: CORREIO DO POVO-RS



  • Novo método tem maior taxa de sucesso contra o cigarro (29/05/2011)


  • Um novo modelo de tratamento do tabagismo desenvolvido no InCor (Instituto do Coração) tem feito mais pessoas pararem de fumar, com menos chances de recaídas.
    Cerca de 25 milhões de brasileiros acima de 15 anos são fumantes, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
    Chamado de PAF (Programa de Assistência ao Fumante), O modelo envolve três etapas: um diagnóstico mais preciso do grau de dependência, uma combinação de medicamentos e o uso de uma escala em que o médico vai medindo e tratando o desconforto causado pela abstinência do cigarro.
    A cardiologista Jacqueline Scholz Issa, criadora do método, que está há 18 anos à frente do ambulatório de tratamento do tabagismo do InCor, diz que a taxa de eficácia do programa, no período de um ano, é de 55% -contra 34% da que existia cinco anos atrás. Os índices de desistência e de recaída caíram de 40% para 26%.
    Esses primeiros resultados, obtidos a partir de 400 pacientes atendidos, foram apresentados à comunidade científica internacional em congresso no Canadá.
    Eles também serviram de base para a elaboração de um software, que pode ser acessado via internet por médicos de todo o país. Centros públicos terão acesso grátis.
    EMOÇÕES
    O sistema permite saber quantos fumantes desistiram do tratamento, quantos sofreram efeitos colaterais dos remédios, quantos tiveram sucesso ou recaídas e quais as causas dos insucessos.
    Ele também permite que o médico avalie melhor o grau de dependência do tabaco, levando em conta não só o número de cigarros fumados, mas também as emoções (prazer, ansiedade, tristeza) associadas a ele.
    A partir desses dados, Issa desenvolveu uma metodologia de tratamento que considera, entre outras coisas, o grau de desconforto do paciente durante o período de abstinência.
    ´´É a partir disso que se associa ou não medicamentos. . O tratamento vai sendo ajustado de acordo como grau de desconforto e é totalmente individualizado´´, explica.
    As drogas mais utilizadas são a vareniclina (Champix) e a bupropiona (Zyban), além de adesivos e gomas de nicotina. Antidepressivos também podem ser usados.
    TERAPIA
    O programa não envolve abordagens de terapia cognitiva comportamental -o que é recomendado em programa do governo federal. Segundo Issa,uma boa relação entre o Médico e o paciente já garante o suporte necessário na fase de abstinência.
    O tratamento dura, em média, três meses e demanda de quatro a cinco consultas. ´´O follow up [acompanhamento] também pode ser feito por telefone ou por e-mail´´, diz.
    Médicos que trabalham com tratamento de tabagismo dizem que as taxas de sucesso do PAF são superiores às verificadas em outros centros, entre 30 e 40%.
    ´´Os resultados são maravilhosos´´, resume a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependência química da Santa Casa do Rio.
    O pneumologista Ricardo Meirelles, do Inca (Instituto Nacional do Câncer), diz ter gostado da proposta do PAF e do fato que ela considera que, mesmo pessoas que fumam pouco, podem ter alto grau de dependência.
    Ambos acreditam, porém, que as chances de a pessoa abandonar o vício são maiores quando o tratamento inclui, além da medicação, abordagens de terapia cognitiva comportamental -técnica através da qual a pessoa tenta entender melhor suas emoções e modifica seu modo de agir.


  • Autor: CLÁUDIA COLLUCCI

  • Fonte: Folha de São Paulo



  • DIA MUNDIAL SEM TABACO ( Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco - salva vidas) (31/05/2011)

  • O consumo de cigarros, charutos e demais produtos de tabaco é um grande problema mundial de saúde pública. Ele provoca a morte de 6 milhões de pessoas a cada ano no mundo. No Brasil, são 200 mil mortes anuais.

    Para proteger a população do tabagismo, 172 países assinaram um tratado internacional chamado Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. O Brasil aderiu ao acordo em 2005 e criou uma comissão, a Conicq, para implementar o tratado.

    Algumas determinações da Conveção-Quadro para o Controle do Tabaco, o que o Brasil alcançou e o que precisamos avançar:

    1 - Eliminar a exposição à fumaça do tabaco
    O tabagismo passivo causa várias doenças e mortes entre não fumantes.  
    Alguns estados e municípios já proíbem fumar em ambientes coletivos fechados, até mesmo nos fumódromos. 
    É necessário aprovar uma lei nacional que proíba fumar em ambientes públicos fechados, locais de trabalho e de entretenimento.

    2 - Regulamentar as embalagens dos produtos
    Mensagens sobre os riscos do tabagismo nas embalagens dos produtos de tabaco são eficientes para prevenir o consumo.
    O Brasil proibiu o uso de informações enganosas ou que induzam ao erro, como as expressões baixo teor e light, e insere advertências sanitárias com fotos contundentes sobre os malefícios do tabagismo.
    Proibir a venda de embalagens atraentes para crianças e jovens.

    3 - Aumentar os preços e impostos
    O valor do maço de cigarro e dos demais produtos de tabaco influencia no consumo e no acesso dos jovens. 
    O governo elevou os impostos sobre os produtos, o que refletiu no aumento dos preços.
    É preciso formular uma política tributária que eleve o preços dos cigarros regularmente.

    4 - Controlar o conteúdo dos produtos
    cada país precisa controlar as substâncias usadas na fabricação, já que podem melhorar o sabor, facilitando a iniciação, e aumentar a dependência química dos fumantes.  
    O Governo Federal exige que os fabricantes de cigarros informem os componentes usados na fabricação.
    Proibir o uso de aditivos nos cigarros é fundamental para diminuir a experimentação entre crianças e adolescentes e para reduzir o poder da nicotina em causar dependência.

    5 - Proibir totalmente a propaganda e as ações promocionais que estimulam os jovens a fumar, principalmente em shows e festas.
    Hoje a publicidade de cigarros está restrita aos pontos internos de venda e o patrocínio de eventos esportivos e culturais proibido.
    Proibir totalmente a propaganda e as ações promocionais que associem os produtos do tabaco com shows e festas.

    6 - Apoiar os fumicultores no plantio de outros produtos.
    O governo criou um programa nacional de pesquisa, capacitação e financiamento de alternativas de produção mais saudáveis e rentáveis.
    Ampliar os investimentos do Programa Nacional de Diversificação da Cultura do Fumo.

  • Autor: INCA

  • Fonte: Inca



  • sexta-feira, 27 de maio de 2011


    NOTÍCIAS DA ABEAD

    27/05/2011
    Secretaria da Saúde faz alerta contra óxi em São Paulo
    Profissionais irão distribuir panfletos sobre o assunto e orientar a população sobre os riscos da nova droga, das 9h às 15h

    O óxi é feito com pasta-base de cocaína, mais substâncias como querosene e cal. A droga também é mais nociva e mais barata que o crack --em São Paulo, a pedra é vendida por R$ 2, cinco vezes mais barato.

    Segundo a secretaria, um primeiro levantamento com 92 pacientes em tratamento de dependência química apontou que 12% já relataram ter tido contato com a droga. A maioria dos entrevistados, no entanto, nunca ouviu falar da substância --e podem tê-la usado sem saber.

    Ainda de acordo com a secretaria, quando o usuário já está sob o efeito de drogas traficantes aproveitam para vender óxi como se fosse crack.

    No levantamento feito com os usuários, nenhum manifestou interesse pela droga e 22% a classificaram como "devastadora" e pior do que o crack.

    Fonte: Folha Online




    Artigo Científico

  • Estresse Digital


  • O tecnoestresse é o estresse gerado pela evolução digital geralmente acarretado pela dependência do sujeito aos recursos tecnológicos, tais como celular, Internet – usados de maneira não equilibrada – e pela não compreensão do seu correto funcionamento e quando ocorre a falha dos mesmos.
    Em termos fisiológicos, o tecnoestresse funciona como o estresse comum desencadeando uma série de reações físico-químicas quando o indivíduo se vê privado do uso da tecnologia digital.
    Os sintomas típicos são dores de cabeça, ansiedade, angústia, dores musculares, irritabilidade, dificuldade de concentração, problemas de memória, agressividade e distúrbios de sono e alimentares; além da associação do estresse com aumento no consumo de álcool e drogas e da apresentação de comportamentos exagerados como checar a caixa do e-mail seguidamente e comprar vários equipamentos sem necessidade.
    O artigo publicado pela revista Viva Saúde, em 2007, objetivou divulgar o assunto, esclarecê-lo e identificar as causas e os sintomas mais freqüentes do tecnoestresse - que já vem sendo chamado de “mal do século 21”.
    A manifestação da doença é gradual sendo dividida em três estágios. Na fase inicial, o indivíduo consegue tolerar a frustração diante das limitações tecnológicas e sente-se até estimulado a superá-las. Em um estágio intermediário, as crises de raiva tornam-se mais exacerbadas e freqüentes e são desencadeadas diante da impossibilidade do uso da tecnologia. É a fase onde começam a surgir os primeiros sintomas físicos como dores de cabeça e tensão muscular. A última fase ou estágio crônico,mostra que além dos sintomas físicos, o convívio social, as relações afetivas, o estudo e o trabalho também são negligenciados.
    Em pesquisa realizada no Brasil pela associação Internacional de Gerenciamento do Estresse – Isma-BR, pela Psicóloga Ana Maria Rossi, constatou-se que em uma população de estudo composta por 1200 homens e mulheres com idades entre 25 e 55 anos, o índice de tecnoestressados foi de 60%. Sendo que 86% dos entrevistados relataram sentir dores musculares de cabeça, 83% ansiedade, 67% dificuldade de concentração, 41% sentiram-se mais agressivos e 53% aumentaram o consumo de álcool e outras drogas.
    O artigo considera que maior apoio emocional, redução do isolamento, evitar o excesso de trabalho e delimitar horários para as atividades de trabalho - e de lazer - são alternativas eficazes para se lidar melhor com o tecnoestresse, além de procurar ajuda profissional. E conclui sugerindo algumas técnicas para reduzir a dependência, tais como:
    • Reconhecer o problema. Tentar perceber quais os comportamentos eliciados por não se conseguir falar ao celular ou usar um equipamento.
    • Estabelecer limites. Restringir o uso da tecnologia como desligar o celular durante as refeições e na hora de dormir, informar o número apenas para familiares e amigos, não responder imediatamente aos e-mails e checá-los apenas uma vez.
    • Gerenciar o tempo on-line. Substituir as horas extras na internet por um passeio ou atividade física.
    • Avaliar quais são as reais necessidades antes de comprar novos equipamentos.

    • Desviar a atenção ou fazer outra coisa para tentar relaxar quando o computador apresentar problemas, a internet estiver fora do ar ou o celular não funcionar.

    Texto resumido pelo OBID a partir do original publicado pela revista Viva saúde, São Paulo, edição 38, 2007.


  • Fonte: OBID



  • Artigo Científico

  • Causas de morte entre usuários de crack


  • Nos últimos 30 anos, os padrões de consumo de drogas se modificaram devido à disseminação do uso de heroína, do advento das drogas sintéticas e do uso de crack. A composição dos perfis de mortalidade relacionados ao uso de substâncias de abuso foram alteradas por essas mudanças, principalmente no que diz respeito ao crack.

    O crack é um derivado da cocaína, em forma de pedra, cuja principal forma de consumo é a inalação da fumaça produzida pela sua queima. Seu uso vem crescendo em conseqüência do seu baixo custo e dos efeitos intensos - que duram, em média, cinco minutos - que a droga proporciona quase que instantaneamente após o uso. Em razão do perfil dos usuários, geralmente jovens e adultos jovens, os efeitos causados por ele, como comportamento violento e irritabilidade e a violência do tráfico, transformaram o crack em uma preocupante questão de saúde pública. Entre as principais causas de morte dos usuários dessa droga estão: overdose, suicídio, acidente, AIDS e homicídio.

    Artigo publicado pela Revista Brasileira de Psiquiatria, em setembro de 2006, teve com o propósito de observar os padrões de mortalidade e a causa mortis entre 131 usuários de crack acompanhados durante um período de cinco anos.

    A população de estudo foi constituída por 131 pacientes internados na unidade de desintoxicação do Hospital Geral de Taipas, na região nordeste de São Paulo. A maior parte da amostra foi composta por homens com idade inferior a 30 anos. A pesquisa ocorreu em duas etapas com um intervalo de quase dois anos entre a triagem e a coleta de dados. Na primeira, os pacientes foram triados entre 26 de maio de 1992 e 31 de dezembro de 1994. A coleta de dados – que ocorreu em duas fases em um período de cinco anos ,, de 1995 à 1996 e de 1998 à 1999 – deu-se por meio de entrevistas estruturadas com os usuários e seus familiares e pela análise dos prontuários dos pacientes.

    Os resultados mostraram que a maior incidência de mortalidade entre os usuários de crack recaiu sobre as causas externas. Após cinco anos, 124 pacientes foram localizados, destes 17,6% haviam morrido, 13 por homicídios e quase um terço devido à infecção pelo vírus da imunodeficiência adquirida (HIV), especialmente aqueles com antecedentes pessoais de uso de drogas injetáveis. Menos de 10% dos pacientes morreu de overdose.

    Os pesquisadores concluíram que homicídios e AIDS são as causas de mortes mais freqüentes entre os usuários de crack. A determinação das relações causais entre morte e o uso da droga são extremamente importantes no desvelamento de intervenções efetivas; afirmam que tais interferências não devem ser centradas somente no indivíduo, mas também na comunidade, sendo organizadas e coordenadas dentro da mesma e com o respaldo de políticas públicas visando à promoção da saúde e a inclusão social.
    Texto resumido pelo OBID a partir do original publicado pela Revista Brasileira de Psiquiatria, Rio de Janeiro, 28(3): 196-202, set, 2006. Editada pela Associação Brasileira de Psiquiatria.


  • Fonte: Revista Brasileira de Psiquiatria - RJ



    • Notícia
    • Ações educativas marcarão dia mundial de combate ao fumo (24/05/2011)
    • No dia 31 de maio, data em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Fumo, serão realizadas ações educativas pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) de Mato Grosso na praça da República, centro de Cuiabá. O objetivo é conscientizar a população sobre a questão do tabagismo e alertar sobre os riscos das doenças associadas ao tabaco. O evento conta com apoio da Unimed Cuiabá.
      Das 8h às 18h, serão projetados vídeos educativos sobre os males causados pelo fumo. Pneumologistas estarão no local para dar assistência à população juntamente com os alunos do curso de medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que compõem a “Liga do Pulmão”.
      “Serão distribuídos materiais educativos enquanto os vídeos são projetados na tenda que estará montada na praça da República. As pessoas que comparecerem poderão realizar o exame chamado “medida de pico de fluxo”, para avaliar sua capacidade de expiração e, se for o caso, parar de fumar enquanto é tempo”, conta a presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) de Mato Grosso, Keyla Medeiros Maia Silva.
      Tabagismo
      O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. O consumo de cigarros, charutos e demais produtos de tabaco é um grande problema mundial de saúde pública. Ele provoca a morte de 6 milhões de pessoas a cada ano no mundo.
      No Brasil, são 200 mil mortes anuais. Para proteger a população do tabagismo, 172 países assinaram um tratado internacional chamado Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. O Brasil aderiu ao acordo em 2005 e criou uma comissão, a Conicq, para implementar o tratado. Acesse www.inca.gov.br e obtenha mais informações sobre a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.

    • Autor:
    • Fonte: 24 Horas News
    Notícia
    • Nova York proíbe fumar em parques e praias (25/05/2011)

    ·         Uma nova lei que entrou em vigor nesta segunda-feira em Nova York proíbe fumar em 1.700 parques e praças, além de banir o consumo de cigarros ao longo de 22,5 km de praias da cidade.

    A medida, que foi decretada pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, prevê multa de 50 dólares para os que forem flagrados fumando em locais proibidos.

    Para advertir os fumantes, foram colocados sinais nas entradas dos locais públicos, mas, como era de se esperar, a medida deixou alguns insatisfeitos: "Não sabia da lei. Vi muitas pessoas fumando. É ridículo", afirmou à AFP o arquiteto e fumante David Harris, de 40 anos.

    "Não poder fumar em um lugar fechado é algo que faz sentido, mas a proibição em um lugar aberto não faz sentido algum", argumentou Harris.

    Desde 2003 era proibido fumar em Nova York em bares e restaurantes. Muito antes disso, já era proibido o fumo em locais de trabalho.

    Para sensibilizar a opinião pública, o departamnto de Saúde e Higiêne Mental anunciou esta semana o lançamento de uma campanha educativa na televisão, no metrô e na imprensa escrita.

    À frente desta campanha contra o cigarro, Bloomberg assegurou que a partir desta segunda-feira "os espaços públicos serão não apenas mais agradáveis, mas também mais saudáveis, limpos e belos". "Todos sabemos que fumar é algo nocivo, mas os fumantes passivos são um grande perigo para saúde pública. Baixar a porcentagem de exposição dos nova-iorquinos como fumantes passivos é um passo importante para dar mais saúde a nossa cidade".

    Segundo o comissário do departamento de Saúde de Nova York, Thomas Farley, "os parques livres de cigarros protegem a todos aqueles que os visitam dos riscos trazidos pelo fumo passivo" e eliminam o mau exemplo às crianças.

    O tabagismo é responsável por um terço das mortes evitáveis na cidade, de acordo com o prefeito de Nova York. O número de fumantes na cidade já caiu 27% entre 2002 e 2009 e o número de mortes vinculadas ao cigarro recuou 17% ao longo da última década.

    Além dos casos de saúde, há também uma questão ambiental envolvendo os fumantes. Segundo dados oficiais, os filtros de cigarro somam mais de 75% do lixo encontrado nas praias e demoram mais de 18 meses para se decompor.


    • Autor:
    • Fonte: AFP

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    sábado, 21 de maio de 2011

    WILLIAM JAMES

    "QUANDO VOCÊ PRECISA TOMAR UMA DECISÃO E NÃO TOMA,ESTÁ TOMANDO A DECISÃO DE NADA FAZER".